Destinado a reflexões sobre cultura popular, cidadania, educação intercultural, literatura e ensino, poesia, música e artes memoráveis do ser humano. Pesquisas direcionadas a literatura popular, literatura brasileira, cultura popular, cultura brasileira, cidadania e internalização da cultura, memória coletiva, patrimônio cultural.
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sexta-feira, 6 de abril de 2012
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sexta-feira, 9 de julho de 2010
NARRATIVA MUSICAL NO ROCK BRASILEIRO
Nas décadas de 80 e 90, sobretudo após a abertura política e a extinção da censura, surgiram várias canções “revolucionárias”, refletindo o cotidiano brasileiro e abordando temas reais, combatendo a miséria social e cultural que assolavam o país pós ditadura militar. Nesse panorama, os Rocks nacionais tiveram expoentes como Legião Urbana, Cazuza, Barão Vermelhor, Capital Inicial, Titãs, Paralamas do Sucesso, Cássia Eller, Marina Lima e muitos intérpretes.
Em meados da década de 80, lança-se no cenário da música brasileira uma banda de Rock entitulada Legião Urbana, revestida de irreverência sem perder o compromisso com a informação. De um manancial de músicas editadas e cantadas por essa banda, pode-se citar, como narrativa musical, Eduardo e Monica – Cantada por Renato Russo, integrante da banda Legião Urbana, compositor e intérprete de uma arte voltada para os valores nacionais, que procurava articular o poder político e o poder social.
Vale ressaltar que a dimensão artística bem como a linguagem utilizada pela Legião Urbana são de um valor inestimável e não caberá aqui aprofundar as questões estéticas e de estilística. Por conter uma narrativa, a música que conta estórias pode ser analisada à luz da Literatura, em uma abordagem rica e versátil. Aqui, trata-se de um ensaio despretensioso, que convida o leitor à reflexão da possibilidade de abordar o foco narrativo em letras musicais, tão presentes nas obras primas da arte brasileira.
Gostaria de ressaltar que apoiados na música e outros textos é possível analisar, conhecer e estudar não só o gênero, mas ainda as tipologias textuais ali presentes. Além da mensagem que o texto sugere, inclusive as subliminares, uma proposta que defendo é propiciar o aperfeiçoamento e a ampliação da gramática natural, emergindo-a por intermédio da construção dos sentidos múltiplos que a poesia oferece e, mais especificamente, as letras de música.
Embora se equipare a um conto ou mini conto, as músicas contêm um foco narrativo, nesse particular, temos o narrador onisciente neutro, fala em terceira pessoa e a obra tende a um desfecho inusitado, embora tenha poucos recursos de cena. Pela onisciência, o narrador parece conhecer muito bem os personagens.
Nos estudos do idioma brasileiro, há que se vincular, à prática social da linguagem, o diagnóstico da comunidade discursiva dos educandos e de sua maturidade cognitiva e lingüística. A partir desse ponto, passa-se a analisar as questões literárias, respeitando as variações estéticas e, posteriormente, apresenta-se, com os alunos, novas formas de produção e interpretação de textos.
Não se deve, apenas, retirar do texto as regras da gramática normativa ou os elementos da gramática descritiva, mas ir além, propiciar momentos de reflexão, criando situações com as quais o aprendiz irá experimentar os acervo lingüístico-literário pela construção textual, tudo isso a fim de dominar os sentidos e os recursos da língua e literatura.
Em meados da década de 80, lança-se no cenário da música brasileira uma banda de Rock entitulada Legião Urbana, revestida de irreverência sem perder o compromisso com a informação. De um manancial de músicas editadas e cantadas por essa banda, pode-se citar, como narrativa musical, Eduardo e Monica – Cantada por Renato Russo, integrante da banda Legião Urbana, compositor e intérprete de uma arte voltada para os valores nacionais, que procurava articular o poder político e o poder social.
Vale ressaltar que a dimensão artística bem como a linguagem utilizada pela Legião Urbana são de um valor inestimável e não caberá aqui aprofundar as questões estéticas e de estilística. Por conter uma narrativa, a música que conta estórias pode ser analisada à luz da Literatura, em uma abordagem rica e versátil. Aqui, trata-se de um ensaio despretensioso, que convida o leitor à reflexão da possibilidade de abordar o foco narrativo em letras musicais, tão presentes nas obras primas da arte brasileira.
Gostaria de ressaltar que apoiados na música e outros textos é possível analisar, conhecer e estudar não só o gênero, mas ainda as tipologias textuais ali presentes. Além da mensagem que o texto sugere, inclusive as subliminares, uma proposta que defendo é propiciar o aperfeiçoamento e a ampliação da gramática natural, emergindo-a por intermédio da construção dos sentidos múltiplos que a poesia oferece e, mais especificamente, as letras de música.
Embora se equipare a um conto ou mini conto, as músicas contêm um foco narrativo, nesse particular, temos o narrador onisciente neutro, fala em terceira pessoa e a obra tende a um desfecho inusitado, embora tenha poucos recursos de cena. Pela onisciência, o narrador parece conhecer muito bem os personagens.
Nos estudos do idioma brasileiro, há que se vincular, à prática social da linguagem, o diagnóstico da comunidade discursiva dos educandos e de sua maturidade cognitiva e lingüística. A partir desse ponto, passa-se a analisar as questões literárias, respeitando as variações estéticas e, posteriormente, apresenta-se, com os alunos, novas formas de produção e interpretação de textos.
Não se deve, apenas, retirar do texto as regras da gramática normativa ou os elementos da gramática descritiva, mas ir além, propiciar momentos de reflexão, criando situações com as quais o aprendiz irá experimentar os acervo lingüístico-literário pela construção textual, tudo isso a fim de dominar os sentidos e os recursos da língua e literatura.
terça-feira, 6 de julho de 2010
A Articulação Dialógica na Formação Social do Leitor
Esta reflexão tem por objetivo relatar o papel da articulação dialógica entre professor e aluno, na formação social do leitor capaz de compreender as várias modalidades discursivas em língua materna e estrangeira. Foi desenvolvido em sala de aula, biblioteca, em anfiteatros, e outros espaços pedagógicos, cujo ambiente favorecia a leitura e a compreensão dos mais variados gêneros dos discursos das diferentes ciências abordadas no ensino médio.
Nessa pesquisa, focalizamos a mediação pedagógica, por meio do diálogo coletivo e entre pares, visando a contribuir com a formação do ente-discursivo do aluno (ente no sentido de “estar sendo”, “em formação”), utilizando-se diversas linguagens que colaborem na ampliação de seu universo cognitivo.
Gostaríamos de enfatizar que as aulas sob o contexto de projetos muito chamaram a atenção do aluno, pois escolhemos temas que refletem a realidade social, cultural e ideológica de nosso país. Considerando que professores e alunos se formam e se interagem em espaços diversificados, respeitamos mutuamente toda e qualquer opinião, sugestão, perspectiva, concepção e a forma de expressar do grupo, e chamamos o projeto de Encontros com o Saber Lingüístico e Literário Sócio-Ideologicamente Construído.
Na interação professor-aluno, ao se desvendar e compreender o discurso que circula em um material simbólico e histórico, a reflexão de sua postura docente revela a natureza dos aspectos que irão definir a atuação do professor como facilitador do processo de análise da estrutura, do funcionamento, dos modos de organização, das condições de produção, dos contextos, os sentidos que se constroem na extensão dos enunciados de um instrumento de análise.
É imprescindível, em um projeto que envolve leitura, conhecer e compreender a organização da comunidade escolar e o conhecimento de mundo dos educandos, um diagnóstico objetivo da realidade sócio-histórica, na qual o processo de interação e aprendizagem irá se desenvolver. Esse processo foi desenvolvido por meio de projetos e temas, como por exemplo: O Eu, o Mundo e a História; A Questão do Tempo: leituras, convenções e concepções , dentre outros.
As aulas foram ministradas sob a forma de seminários e fóruns de debate, com uma visão multiprofissional, sendo que as primeiras propostas temáticas foram ao encontro dos interesses dos alunos pré-universitários. Ao mesmo tempo propomos contribuir para o aprimoramento e expansão dos conhecimentos lingüísticos e discursivos dos discentes que integraram os grupos de estudos durante os referidos encontros. Esses estudos se desenvolveram dentro da seguinte perspectiva didático-pedagógica: diagnóstico, orientação, acompanhamento, avaliação formativa, reflexão e reiteração, com o intuito de perceberem a inter-relação de conhecimentos.
Compreendemos o espaço pedagógico como uma realidade que permite a interação entre seres humanos (interlocutores) com o objetivo de analisar e fazer ciência. A relação dialética entre os saberes sócio-historicamente construídos, a construção social e discursiva dos leitores integrantes do projeto – mediadores e aprendizes – e o processo de análise de um material simbólico e ideológico quando bem orientada contribui para o sucesso na compreensão e elaboração de textos.
Apoiados nesses pressupostos, inferimos inicialmente que a interação na aprendizagem, por meio do diálogo, é essencial no contexto da formação social do leitor, quer criança, jovem ou adulto. Essas reflexões nos levaram a tomar novas posturas pedagógicas e a promover encontros por meio de seminários, envolvendo acadêmicos do Curso de Letras da Universidade de Uberaba de diferentes visões e concepções no estudo crítico de cada gênero discursivo. Desse modo, o fazer pedagógico que era desenvolvido individualmente no 1º semestre de 2004, ou seja, um só orientador, passou a ser conduzido em equipe, no 2º semestre do mesmo ano.
Percebemos que a ação dialógica no cotidiano escolar é um momento de criação de novos sentidos e significações sociais e culturais, levando-nos muitas vezes a transpor limites além das expectativas que uma aula expositiva e descontextualizada, talvez não alcançasse. Nesses encontros pedagógicos para a leitura, as diferentes visões de mundo, entre os interlocutores (críticos), permitiram uma compreensão textual enriquecedora, plural e coletiva, além das fronteiras superficiais da estrutura e do funcionamento dos mecanismos textuais (coesão, coerência, consistência, dentre outros).
Nas situações de interação entre facilitadores e aprendizes, avaliar o processo para reorientá-lo de modo a manter a qualidade do fazer pedagógico e inovar as práticas sociais de referência é um diferencial importante para o profissional que deseja uma formação contínua e reflexiva. Esse diferencial está no sentido de analisar semântica e discursivamente um recorte ou um gênero discursivo, desde as suas estruturas sintáticas até a ideologia impregnada no material lingüístico e/ou simbólico que o revela.
Nessa pesquisa, focalizamos a mediação pedagógica, por meio do diálogo coletivo e entre pares, visando a contribuir com a formação do ente-discursivo do aluno (ente no sentido de “estar sendo”, “em formação”), utilizando-se diversas linguagens que colaborem na ampliação de seu universo cognitivo.
Gostaríamos de enfatizar que as aulas sob o contexto de projetos muito chamaram a atenção do aluno, pois escolhemos temas que refletem a realidade social, cultural e ideológica de nosso país. Considerando que professores e alunos se formam e se interagem em espaços diversificados, respeitamos mutuamente toda e qualquer opinião, sugestão, perspectiva, concepção e a forma de expressar do grupo, e chamamos o projeto de Encontros com o Saber Lingüístico e Literário Sócio-Ideologicamente Construído.
Na interação professor-aluno, ao se desvendar e compreender o discurso que circula em um material simbólico e histórico, a reflexão de sua postura docente revela a natureza dos aspectos que irão definir a atuação do professor como facilitador do processo de análise da estrutura, do funcionamento, dos modos de organização, das condições de produção, dos contextos, os sentidos que se constroem na extensão dos enunciados de um instrumento de análise.
É imprescindível, em um projeto que envolve leitura, conhecer e compreender a organização da comunidade escolar e o conhecimento de mundo dos educandos, um diagnóstico objetivo da realidade sócio-histórica, na qual o processo de interação e aprendizagem irá se desenvolver. Esse processo foi desenvolvido por meio de projetos e temas, como por exemplo: O Eu, o Mundo e a História; A Questão do Tempo: leituras, convenções e concepções , dentre outros.
As aulas foram ministradas sob a forma de seminários e fóruns de debate, com uma visão multiprofissional, sendo que as primeiras propostas temáticas foram ao encontro dos interesses dos alunos pré-universitários. Ao mesmo tempo propomos contribuir para o aprimoramento e expansão dos conhecimentos lingüísticos e discursivos dos discentes que integraram os grupos de estudos durante os referidos encontros. Esses estudos se desenvolveram dentro da seguinte perspectiva didático-pedagógica: diagnóstico, orientação, acompanhamento, avaliação formativa, reflexão e reiteração, com o intuito de perceberem a inter-relação de conhecimentos.
Compreendemos o espaço pedagógico como uma realidade que permite a interação entre seres humanos (interlocutores) com o objetivo de analisar e fazer ciência. A relação dialética entre os saberes sócio-historicamente construídos, a construção social e discursiva dos leitores integrantes do projeto – mediadores e aprendizes – e o processo de análise de um material simbólico e ideológico quando bem orientada contribui para o sucesso na compreensão e elaboração de textos.
Apoiados nesses pressupostos, inferimos inicialmente que a interação na aprendizagem, por meio do diálogo, é essencial no contexto da formação social do leitor, quer criança, jovem ou adulto. Essas reflexões nos levaram a tomar novas posturas pedagógicas e a promover encontros por meio de seminários, envolvendo acadêmicos do Curso de Letras da Universidade de Uberaba de diferentes visões e concepções no estudo crítico de cada gênero discursivo. Desse modo, o fazer pedagógico que era desenvolvido individualmente no 1º semestre de 2004, ou seja, um só orientador, passou a ser conduzido em equipe, no 2º semestre do mesmo ano.
Percebemos que a ação dialógica no cotidiano escolar é um momento de criação de novos sentidos e significações sociais e culturais, levando-nos muitas vezes a transpor limites além das expectativas que uma aula expositiva e descontextualizada, talvez não alcançasse. Nesses encontros pedagógicos para a leitura, as diferentes visões de mundo, entre os interlocutores (críticos), permitiram uma compreensão textual enriquecedora, plural e coletiva, além das fronteiras superficiais da estrutura e do funcionamento dos mecanismos textuais (coesão, coerência, consistência, dentre outros).
Nas situações de interação entre facilitadores e aprendizes, avaliar o processo para reorientá-lo de modo a manter a qualidade do fazer pedagógico e inovar as práticas sociais de referência é um diferencial importante para o profissional que deseja uma formação contínua e reflexiva. Esse diferencial está no sentido de analisar semântica e discursivamente um recorte ou um gênero discursivo, desde as suas estruturas sintáticas até a ideologia impregnada no material lingüístico e/ou simbólico que o revela.
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